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Atrás da armadura de cada pessoa há uma missão, um propósito
Entenda que você muitas vezes não é aquilo que acha que é.


Foto: Hugo Carvalho

Você se acha desencorajado de lutar pelos seus sonhos? Já não se lembra do que de fato o faz feliz? Você tem uma missão de vida?

Vivemos em um contexto onde muitos não sabem o propósito de sua existência, desconhecem a verdadeira missão e vivem de acordo com aquilo que eles consideram verdade.

A maioria das pessoas infelizmente perdeu a conexão consigo mesma, deixou que o mundo a conduzisse por diversos caminhos. Ao deixar ser guiado por aquilo que os outros acham que é o correto, corremos o risco de distorcer a própria identidade e aprofundar no esquecimento da nossa essência.

Quando não sabemos o que de fato é importante para nós, ficamos à mercê da felicidade que o outro quer nos dar ou vender. Trocamos a maior parte da nossa vida por pequenos momentos de prazeres. Uma alegria passageira que nos impede de sentir a plenitude e a paz verdadeira, já que elas se encontram no íntimo do nosso ser e, para encontrá-la, se faz necessária a reconexão conosco mesmos e descobrir o que de fato é importante em nossa vida.

Colocamos a nossa felicidade nas coisas, nos lugares, nas pessoas. Temos a falsa ilusão de que aquilo que precisamos para sermos plenos e felizes não está em nós, e sim, no outro. Esse conflito interno resulta em insatisfação pela percepção que você tem de si mesmo e por aquilo que você acha que as pessoas pensam e sentem sobre você. Muitas vezes deixamos de ser quem somos para seguir padrões ou atender às expectativas alheias.

Essa necessidade de querer viver em personagens para agradar aos outros, nos distancia ainda mais da nossa real essência, resultando num esquecimento da nossa identidade e do propósito de nossas vidas. Colocamos armaduras para escondermos quem de fato somos, começamos a acreditar na imagem que o espelho reflete e a admirar aquilo que vemos.

Não mais nos importamos com aquilo que representamos. A nova percepção que temos de nós mesmos começa a se tornar normal e nos acostumamos com isso. Dentro dessa nova imagem, criamos características, jeitos, hábitos, construímos, literalmente, um novo personagem e ficamos escravizados, não o podemos largar. Um mero fantoche, que repete automaticamente padrões na rotina do dia-a-dia com intuito de atender expectativas.

A vida, muitas vezes, faz com que nos esqueçamos da nossa identidade. Começamos a criar histórias para sustentar o novo personagem e ficamos insensíveis com a simplicidade. Deixamos de sentir muitas coisas. Literalmente ficamos presos nas armaduras que colocamos durante a vida.

Precisamos compreender que não somos aquilo que pensamos ser, que a imagem que temos de nós mesmos muitas vezes é distorcida, não representa aquilo que realmente somos. É necessário despojar-se de convenções, artificialismos e entender que somos um ser vivo, independente e participante, capaz de assumir por completo as próprias características, sendo autêntico com elas.

Texto: Hugo Carvalho 
Treinador Comportamental 
 
 
 





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